A Caminho
Humanidade é uma mistura de despropósitos. É isso que a torna tão encantadora, de convivência tão interessante. Como nenhum de nós é completo, todos nós precisamos uns dos outros. Só
quando nos convencemos de que somos a plenitude de tudo o que existe, nos tornamos espiritualmente pobres.
O que há de melhor em ser humano é que se falha muito. Valorizar esse aspeto, tem um valor inestimável. Faz-nos sentir muito respeito por todas as outras pessoas. A razão pela qual os palhaços e os atores cómicos são tão populares é que, no fundo, no fundo, todos nós vemos neles aquelas partes de nós próprios que nos esforçamos tanto por esconder. Quando nos tomamos demasiado a sério, esquecemos que o único que temos a certeza de que é eterno,
é Deus!
A mística Edith Stein relembra-nos de que o amor “pode superar pequenas e grandes tempestades”. Errar faz parte do processo de crescimento. Devemos aprender a ser muito mais compassivos frente aos erros das outras pessoas. Também devemos aprender a ser mais compassivos connosco próprios. Caso contrário, aquilo que esperamos de nós, também o
esperaremos de todos os outros. E isso pode ser trágico. Para todos nós.
Nunca tenhas medo de admitir que, não sabes, que não descobririas ou que nunca conseguirias fazer alguma coisa. As nossas imperfeições e incapacidades são a única coisa que temos, que nos
dá o direito de ser apoiados pelo resto da humanidade. O dom de sabermos o que nos falta é o dom que temos para oferecer às capacidades dos outros.
Marco Caldas, OCD
